Caminhada À Descoberta da Lisboa Medieval

SINOPSE
A cidade de Lisboa, definida pelas muralhas da cerca velha, era uma das maiores urbes do Ocidente peninsular ao tempo da sua conquista definitiva aos muçulmanos, em Outubro de 1147.
Durante a Idade Média, Lisboa expandiu-se paulatinamente ao longo dos seus arrabaldes ocidental e oriental, na direcção do Tejo, articulando-se estreitamente com o rio no desenvolvimento da sua actividade comercial. É, sem dúvida, fruto desse crescimento não só geográfico como também económico que os reis portugueses começaram a passar cada vez maiores temporadas com a corte em Lisboa, evidenciando-se gradualmente a cidade como a cabeça do reino de Portugal. Com efeito, em meados do século XIII, D. Afonso III procede a obras no Paço da Alcáçova, aí instalando a principal residência dos reis portugueses até à construção por D. Manuel, já nos inícios do século XVI, do novo Paço da Ribeira, fronteiro ao Tejo (evento que marca, simbolicamente, o fim dessa Lisboa medieval que aqui pretendemos evocar).
Quando, no terceiro quartel do século XIV, D. Fernando manda erguer a nova cerca fernandina para fazer face a futuras invasões castelhanas, a cidade mais do que duplica a sua área, passando a contar com mais de 100 hectares no interior do espaço muralhado. Igrejas e conventos, hospitais e gafarias, palácios nobres ou casas de gente simples erguiam-se por entre as ruas apertadas, as travessas estreitas, os becos esconsos, as calçadas íngremes ou os adros das múltiplas igrejas paroquiais que conferiam a Lisboa um ambiente pitoresco, e onde se contavam ainda dois bairros destinados às minorias étnico-religiosas do tempo: as Judiarias Grande e Pequena, que acabaram por ficar confinadas no interior das muralhas após a construção da cerca fernandina (além da Judiaria de Alfama, propínqua à Porta de São Pedro), e a Mouraria, situada imediatamente ao norte da Alcáçova, e que ainda hoje teima em manter o emaranhado de ruas e travessas tipicamente medievo.
Nos dias de hoje, porém, já pouco subsiste desta Lisboa medieval, arrasada por terramotos de grande magnitude em 1356, 1531 e 1755. Neste percurso procuraremos dar a conhecer um pouco dessa Lisboa quase desaparecida, quer através dos vestígios materiais da cidade medieval (núcleos arqueológicos, edifícios ou apenas elementos arquitectónicos), quer através das referências toponímicas que chegaram até nós e que nos remetem para esse longo período de mais de mais de trezentos anos da história da cidade.

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