5 Outubro 1910

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SINOPSE

Nos últimos anos do século XIX, Lisboa ganha sensivelmente a sua configuração geográfica atual, absorvendo no seu interior as antigas aldeias de Belém, Benfica, Carnide, Lumiar, Ameixoeira, Charneca, Olivais e Marvila. A velha cidade inicia paulatinamente a sua expansão urbana. A partir de 1879, o Passeio Público dá lugar à majestosa Avenida da Liberdade, a maior artéria lisboeta de então, a imitar os grandes boulevards parisienses; no seu topo, pontificam a Rotunda (a atual Praça do Marquês de Pombal) e o Parque ao qual será dado o nome do monarca britânico Eduardo VII, por ocasião da sua visita a Lisboa, em 1903.

A urbanização consolida-se: surgem os bairros de Campolide e de Campo de Ourique em torno dos quartéis de Artilharia 1 e de Infantaria 16 (cujas tropas serão protagonistas do 5 de Outubro); rasgam-se as Avenidas Novas, rumo ao Campo Grande. Nas periferias – em Alcântara e no Beato – instalam-se as grandes fábricas e, com elas, os bairros e vilas operárias. É nesta Lisboa, simultaneamente burguesa e proletária, que germinam os ideais republicanos e fervilha o ambiente conspirativo que culminará no 5 de Outubro – momento-chave da história contemporânea portuguesa, no qual se destacará o nome de Machado Santos, justamente apelidado de «Herói da Rotunda» e «Pai da República». 

O nosso percurso, com início no topo norte do Parque Eduardo VII, procurará dar a conhecer, por um lado, o ambiente da Lisboa finissecular e, por outro, irá percorrer os principais pontos ligados à Revolução Republicana, terminando junto aos Paços do Concelho – local onde, na manhã de 5 de Outubro de 1910, José Relvas e Eusébio Leão proclamaram solenemente, perante os milhares de lisboetas que afluíam à Praça do Município, o estabelecimento do novo regime político.

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