Património Lisboa à Beira Tejo

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SINOPSE

“No início do século XIX, a Lisboa «das Sete Colinas» havia há muito extravasado os seus limites. A urbanização do eixo definido pelos sítios dos Remolares, Cata-que-farás, Boavista, Santos, Pampulha, Alcântara, Junqueira, Ajuda e Belém consolida-se, sendo os mesmos definitivamente integrados na cidade com a anexação do concelho de Belém, em 1885. A partir dos meados do século XIX, começam-se a reclamar terras ao rio no Aterro da Boavista (lugar recorrente na trama queirosiana de Os Maias), no qual se abrirá, no final do século, a nova Avenida Vinte e Quatro de Julho (lugar de memória destinado a cultuar a data da libertação da cidade pela ordem constitucional então vigente), e que se iniciava precisamente na Praça à qual foi dado o nome do Duque da Terceira, o comandante do exército libertador. 

É nessa vasta área junto ao rio que se irão instalar, ao longo dos séculos XIX e XX, o Instituto Industrial e Comercial de Lisboa (que hoje alberga a Fundação e o Museu das Comunicações), o Mercado da Ribeira (inaugurado em 1882 com traça de Ressano Garcia mas profundamente remodelado no século XX), as Estações Ferroviárias de Alcântara-Terra (1887), de Alcântara-Mar (1890) e do Cais do Sodré (1896), a antiga Casa da Moeda (1891), o Museu Etnográfico Português (hoje Museu Nacional de Arqueologia, fundado por Leite de Vasconcelos numa das alas dos Jerónimos em 1893), o Instituto Rainha D. Amélia de Assistência aos Tuberculosos (1905), a Central Tejo (1909), a antiga sede do Porto de Lisboa com o seu famoso relógio com a hora legal (1914), os antigos Armazéns Frigoríficos do Bacalhau (1939, actual Museu do Oriente), as Gares Marítimas da Rocha do Conde de Óbidos e de Alcântara (ambas da década de 1940, com risco de Pardal Monteiro e pinturas de Almada Negreiros), a Praça do Império (1940) e o Padrão dos Descobrimentos (1940, reconstruído em 1960), o Museu de Arte Popular (1948), o Palácio das Comunicações (obra de Adelino Nunes enquadrada no chamado «Português Suave», datada de 1953), a ponte sobre o Tejo (1966), o Centro Cultural de Belém (1992), o novo Museu dos Coches (2015), ou o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (2016). 

Este percurso pretende dar a conhecer o riquíssimo conjunto patrimonial situado entre a Baixa Pombalina e Belém, edificado ao longo dos últimos dois séculos, percorrendo para isso o eixo viário junto ao Tejo, formado pela Avenidas Vinte e Quatro de Julho, da Índia e de Brasília.”

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