Passeio “Da Sé a Santa Engrácia: Igrejas e Conventos em Alfama”

Dia 29 Setembro (sábado)
Hora de concentração: 14:30H
Hora de partida: 15:00H
LOCAL DE ENCONTRO: Entrada da Sé de Lisboa
Final: Campo de Santa Clara (Panteão Nacional)

PREÇO: 10 euros por pessoa
A pagar ao guia no início do passeio

INCLUI:
Guias Oh Lisboa
Seguro de Acidentes pessoais

Inscrições AQUI:

NOTA: Os dados pessoais recolhidos destinam-se exclusivamente à sua inscrição no evento, nomeadamente para acionar o seguro acidentes pessoais, e guardados pelo tempo estritamente necessário.

Distância: 3 km / Duração : 4 Horas / Grau de dificuldade: Baixo
Equipamento Sugerido: Calçado confortável para caminhar; Mochila; Água; Tripé

SINOPSE
Passadas duas décadas da Conquista de Lisboa, a 25 de Outubro de 1147, a quase totalidade do espaço intra-muros da cidade estava já organizado em paróquias, fenómeno que depois rapidamente se estenderia aos arrabaldes – entre os quais a zona de Alfama – a Oriente da cidade amuralhada.
Não só a pertença a uma paróquia enquadrava religiosa e civicamente a população urbana, na sua heterogeneidade (herdada naturalmente da época anterior à Conquista da cidade), como também o(s) fundador(es) de uma determinada igreja ou mosteiro auferiam de uma série de regalias e benefícios sócio-económicos que corresponderiam também a uma afirmação de poder administrativo num espaço que não era ainda identitariamente uno.
Consequentemente, seria de interesse não apenas eclesiástico, mas também particular ou régio, a fundação de Igrejas – em que a participação no processo fundacional da paróquia extravasava a representatividade religiosa da comunidade (manisfesta através da influência sobre a escolha de um Orago junto das autoridades eclesiásticas) – como também poderia ser testemunho de representatividade cívica e administrativa (ainda que esta última eventualmente mais cingida a uma fase inicial).
Deste modo a fundação e promoção régias de obras como a Catedral de Lisboa ou o Mosteiro de São Vicente de Fora compreendem testemunhos do interesse que os monarcas tinham sobre a cidade, afirmando a sua influência na conjuntura paroquial e administrativa, e inclusive refreando a própria influência eclesiástica ou de outros quaisquer poderes sobre a cidade. É justamente entrando na Catedral que iniciaremos este percurso em que a Oh Lisboa nos convida a percorrer a envolvente urbana de alguns dos espaços religiosos mais icónicos de Lisboa.
A construção da Catedral aporta à cidade um formulário da arquitetura religiosa cristã – dita “Românica” – que organicamente evoluiria ao longo dos tempos: condicionada por diferentes financiamentos, mestres de obras, e também pela destruição provocada por vários terramotos ao longo da História da cidade. Assim sucedeu não apenas com a Catedral ou com a Igreja de São Vicente, mas também com Santa Cruz do Castelo, e as igrejas paroquiais de Alfama, indo terminar este percurso já junto a Santa Engrácia, a Igreja inacabada que a República quis transformar em Panteão Nacional.
Todos esses distintos edifícios testemunham capacidade construtiva e senso estético e religioso associados a diferentes períodos históricos, bem como cumulativamente eles próprios foram construindo conceitos de espaço religioso que se foram metamorfoseando, culminando na imagética Presente desta zona da cidade de Lisboa que convidamos a percorrer.

O nosso Guia
João Pedro Féteira é Licenciado e Mestre em História da Arte pela FCSH-UNL, tendo ainda concluído uma Pós-Graduação em Tour-Guiding pelo INP.
Iniciou a sua atividade profissional desenvolvendo inventariação, catalogação, e investigação para a Linha de Estudos de Arte Contemporânea do IHA-FCSH; Integrou o Serviço Educativo da Exposição de Pintura Naturalista da Coleção Millennium BCP e exerceu funções no Panteão Nacional (2014-2015); e nas Galerias Municipais de Lisboa – EGEAC (2015-2017).
Atualmente é Técnico de Museologia/Património no Castelo de São Jorge, em Lisboa.

CONTACTOS
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960 452 371 / 937 707 314
Bairros e Colinas Lda, RNAAT Nº 594/2015

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